Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sentada na janela, vejo a chuva bater
esperando por ela, rezando para não chover.
O dia parece longo, enquanto fico aqui
junto parece ditongo, quando me faz sorrir.
Ditongo pelo encontro, ditongo porque assim como vogais
o mundo parece redondo, vive em ausência de paz.
Me diga até quando, isso assim vai ficar
sigo borboletas colecionando, até a hora de pirar.
E ainda sentada à janela, espero a hora chegar
Porém quando ver ela, creio que hei de amar.
Quem é ela, me diga quem é ela
Simples como ela, simples como um fim de tarde na janela.
Se pergunte quem é, quem estou a espera
quem é a inspiradora dos versos, se não for a lua bela.