Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Chamei o amor e ele veio.
Então você me ouviu dizer
que eu não vim aqui para te perder.
A chuva no telhado naquela manhã
A luz do sol refletido na janela
O telefone mudo que você não atendeu.
Enquanto peguei o carro e dei a ré
ao chegar você estava lá em frente.
Me esperando!
Me esperando?
Me esperando.
Tudo tão rápido, tão mágico
que se tornou bom demais para se tornar verdade
Onde era abraços e juras
tudo mudou para discussões.
E depois de tudo;
chuva, sol, janela, amor, paixão, desejo
só virou receio, ódio e decepção.
O telefone ainda estava mudo
Enquanto peguei o carro e dei a ré
O mesmo amor que chamei, mandei embora.



Resolvi mudar um pouco o 'repertório'.
Todos que lêem meu mundo escrito, como gosto de chamar o blog, dizem eu estar apaixonada; quem sabe por só escrever histórias de amor que deram certo. Dessa vez resolvi mudar, resolvi 'dar a ré no carro e matar o amor'. Nada contra ele, mas só para mudar um pouco, não sei se ficou bom, e sei lá também, escrituras a gente não avalia, a gente sente. É isso xeente, e ah, para quem quer saber se estou apaixonada, uma resposta; nasci com este mero sentimento dentro de mim... Até.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009




Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pás

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Amanhã vou voltar ao mesmo lugar onde o vi pela primeira vez.
E vou mentir pra mim mesma, que meu coração não acelera, minhas pernas não tremem e meu sentimento não muda.
- É muito grave?
- Sinto dizer que sim.
- E como faço para me curar, doutor?
- Ora, é maligno.
- Quer dizer que vou morrer?
- Meu caro, ninguém morre de amor, a não ser que seja correspondido.

Olhos, olhares, sem olhar.

Um dia, olhei pela janela e percebi que, com as persianas fechadas, algo me vira. Não digo alguém, pois não sei o que é. A inteligência era de uma pessoa, por abrir metade da persiana pra eu não notar. Os olhos de um animal, pequeno mas selvagem, olhar fixo, acho que é um... Bom, sei lá. Sei que sempre, ao acordar e ao dormir, lá está, aqueles olhos, verde claro, pequenos, fixos e ao mesmo tempo que passa selvageria, tem uma pitada de calma, olhar sereno. Semana passada resolvi fazer o mesmo, enquanto saía para trabalhar, continuara 'ele' olhar, parei na calçada, em frente a minha casa e em frente a janela; sempre fechada, abandonada e a olhar. Pode ser estranho, uma vez que todos que a alugavam não paravam um dia lá. Mas então, como ia escrevendo, parei e olhei, quando percebeu que eu estava olhando, em um piscar de olhos meus, desapareceu, não mais o vi. Mas como se fosse muito difícil ao acordar no dia seguinte, estava lá novamente. Na verdade nunca me incomodei, pelo contrário, até achei que fosse um tipo de mensagem, quem sabe subliminar, achei isso porque vive em mim quedas d'agua, em meus olhos moram cataratas. As quais me fazem perder o grau de meus olhares em aproximadamente um dia. Quem sabe seja isso, alguém (pessoa) sentindo em mim uma cachoeira. Ou quem sabe alguém (animal) que sentiu um afeto por sermos de certa forma, iguais. Uma vez saí as pressas, percebi a aflição do olhar, como se não bastasse, sempre ali. Quando voltei, três dias depois, não o vi mais, querendo ou não, as cataratas tomaram conta de meus olhos, sendo assim a partir daquele momento, era mais fácil eu sentir, do que ver algo. Algo ou alguém, aquilo quem continuo na dúvida, mas certamente está lá. No entanto; não o vejo, mas o sinto.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dizem que o amor faz bem,
e mal para quem não o tem.
Não sei qual está certo,
mas sei quem está correto.
Aquele quem se contenta com pouco,
com coisas simples e ponto.
Quem muito quer,
não tem algo se quer.
Então,
se apreciar coisas simples é amar,
creio que nasci para me apaixonar.
Admiro pessoas assim,
essas que quero para mim.
Engraçado falar 'quero',
se não é isso que eu espero.
Ser dono de alguém,
é tratar com desdém.
Mas repito querer,
pois quero sempre ser.
Dona dos olhos teus,
faça parte dos caminhos meus.

domingo, 15 de novembro de 2009

Qual a melhor forma de sentir calor,
sem seu corpo quente.
Qual é o melhor jeito de falar de amor,
sem falar da gente.
Ê saudade,
que bate no meu coração.
Eu preciso dizer que eu te amo pra você lembrar.
Olha nos meu olhos,
vem me dar um beijo,
me ver como eu te vejo, eu te quero demais.
Vem e deita no meu colo,
me faz de travesseiro.
Tudo é tão perfeito do modo que a gente faz.
Nem todo azul do mar;
Nem a luz do luar;
Tem o infinito que tem o seu olhar.


Ê saudade; inimigos da hp.

sábado, 14 de novembro de 2009

marte X vênus

Nunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido tudo isso de Marte e Vênus. E nunca tinha entendido por que
os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, e nesse momento, ela fala:
"Acho que agora não quero, só quero que você me abrace".
Eu falei: "O QUEEEEEE??????"
Ela falou: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher".
Comecei a pensar onde podia ter falhado.
No final, assumi que naquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, com muitas lojas dentro dele.
Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três.
Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!
Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.
Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.
Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: "Vamos passar no caixa para pagar" , tive dificuldade para me
segurar ao falar com ela:
"Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso".
Ela ficou pálida. Ainda falei:
"Só quero que você me abrace".
No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:
"Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem.."
Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2008...

Luis Fernando Veríssimo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009



Sabe as coisas simples? coisas que fazem esquecer da vida; tomar banho de chuva, deitar na grama e ficar vendo o céu, sentar à beira do mar vendo o luar e contando as estrelas, ver o pôr e o nascer do sol, dormir com o som da chuva batendo na janela, se matar de dançar a noite inteira até não sentir mais as pernas, num dia frio ficar em baixo da coberta assistindo filme, deitar na rede e ler um livro, escrever textos, poesias e musicas, sair com alguém nem que seja para fazer nada juntos, dar conselhos, receber conselhos, é isso que realmente importa.