Eu mergulho fundo. Talvez façam eu me afogar, talvez me façam perder o ar. Mas ficar no raso não dá. (Eu)

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sexo de sofá

Me ligou de madrugada, perguntou se eu estava acordada. Vem, respondi. Ele chegou, abri a porta e o puxei. Beijei a boca, o queixo, a orelha, fui passando a mão pelo seu corpo, desci mais um pouco, senti que ele já estava louco. Empurrei-o para o sofá, tirei sua camiseta, me ajoelhei em sua frente, abri o botão da calça, enquanto mordiscava sua barriga. Abri o zíper da calça, enquanto passava minha língua pelo seu peito. Tirei sua calça, enquanto beijava suas coxas. E em meio a suas pernas, me perdi. A chupada estava profunda, que boca gostosa murmurou. Quando levantei, sentei no seu colo, ergui a camiseta larga que eu dormira. Enquanto roçava minhas coxas nas suas, beijava-lhe o pescoço. Tirei minha calcinha e sentei no seu pau. Não conseguia pensar em outra coisa que não fode-lo. Enquanto eu ia rebolando no seu pau, sentando nele toda molhada, ele ia me chupando o seio, mordiscava, passava sua língua em volta e o tesão ia aumentando. Ele me virou sob o sofá, foi beijando todo meu corpo, passando suas mãos sobre minhas coxas, passando seus dedos na minha buceta, foi descendo, passando a língua pelo meu corpo, baixou um pouco mais, me chupou. Me chupou de um jeito, me estremeci inteira, eu só queria aquela língua e nada mais, só ele me chupa daquele jeito como ninguém faz, eu só queria ser dele e de ninguém mais. Só conseguia pensar na sua língua trêmula na minha buceta, só conseguia imaginar meu gozo escorrendo por sua boca. E foi, gemi baixinho naquela madrugada, me derreti na sua boca.



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Um faz de tudo

Me pegue. De jeito, de lado, por traz. Por cima, por baixo, tanto faz. Me pegue. De leve, apertado, com força. No colo, na cintura, no braço. Só me pegue. Me chupe. O pescoço, a nuca, a boca. O seio, o bico, tira minha roupa. Me chupe. A barriga, o umbigo, desça. Os lábios, os pequenos, os grandes, me enlouqueça. Me morda. A virilha, a coxa, a perna. A bunda, a curva, a costela. Me morda. As costas, a nuca, a orelha. Minha boca, meu queixo, o peito. Me morda por inteira. Me puxe. Pra perto, pra cima, pra cama. Pro banho, pro tapete, me ganha. Me puxe. O cabelo, a cintura, a boca, deixe-me louca. Me jogue. Na parede, na mesa, no chão. No sofá, no armário, no colchão. Me jogue. Na pia, na cadeira, me pisa. Me tire. A roupa, a algema, a cinta liga. O sutiã, a calcinha e fica.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Os bêbados também amam

Chegamos loucos, deitamos ao pé da cama e rimos. Rimos muito, rimos de tudo que tivéramos feito naquela noite. Rimos do que falamos no bar, rimos do quanto bebemos, rimos olhando um ao outro, rimos e chegamos perto. Foi-se o beijo. Me deitou em sua cama e me beijou tão docemente. Enquanto passava sua mão em minha nuca e colocava-me o cabelo atrás da orelha. Tirou a camiseta, nem lembro que cor era, lembro mesmo era daquela cena. Quando ele a tirou e ficou em minha frente, percebi que eu não tinha escolha, eu já estava entregue. Quando havíamos tirado tudo, deitamos. Ele veio, veio como quem não quer nada, veio como quem quer tudo, só veio. Lembro-me dele beijando meu pescoço. Ah, que sensação foi aquela! Foi então que meu pensamento voou, voou tão longe e voltei para aquele quarto alguns minutos depois. Quando abri os olhos já estava beijando cada pedaço do seu corpo, deslizando-me sob ele, dedilhando seu corpo como quem dedilha seu violão preferido. E que violão era aquele que eu estava a tocar! E novamente me perdi. Perdi-me naquele quarto, naquela cama, naquele beijo. Lembro-me dele falando sobre mim, coisas que nunca houvera escutado, coisas que adorei tê-las escutado, coisas que me encantaram assim como seu perfume. Volte e meia eu voltava a sonhar e levar meus pensamentos para o longe, para quando o conheci, quando o vi sorrir a primeira vez, quando nos olhamos no bar de uma maneira! Maneira a qual nunca tivéssemos nos olhado. Ia e voltava. Voltava e ia. Quando voltei a mim, ele estava deitado e eu sob o peito dele, voltamos a rir, voltamos a contar coisas que nunca nem desconfiávamos. Assim como eu já havia o desejado, era recíproco. Nos olhamos, estava escuro, somente a luz do notebook, tocando Pink Floyd, refletia naquele quarto. E nós refletíamos debaixo daquele lençol. Era errado e era certo. E daquela noite, a única coisa da qual me arrependo, era ter bebido além do que devia. Não queria lembrar-me somente dos pequenos flashes mas da noite inteira, cada frase dita, cada riso dado, cada beijo trocado, cada mão deslizada, cada tesão sentido.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Primeira vista

- Ei, posso perguntar seu nome?
- Posso te deixar curioso?
Abaixou a cabeça e sorriu.
Fui saindo devagarinho, como quando se quer que o assunto continue...
Me puxou.
- Posso sugerir do que devo lhe chamar?
- Como?
- Minha futura!
- Futura o que? Sorri.
- Depende.
- De que?
- De qual proposta minha você aceitar...
- E qual será a primeira?
- Te espero aqui, neste lugar, hoje, às 20 horas. Tudo bem, minha futura companhia?
- Bem, devido seu atrevimento, venha aqui, neste lugar, hoje, às 20 horas e aguarde. Se eu chegar é porque também gostaria de saber seu nome, se eu não vier, nunca saberás o meu.

Fizemo-nos companhia a noite inteira.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ao chegar à sua casa toquei a campainha e então correu. Esqueceu-se do olho mágico e abriu a porta depressa, me puxou pela cintura e me beijou. Convidou-me para entrar. A mesa estava arrumada; apenas um prato, uma taça e uma vela. Acabávamos de cair no sofá quando se levantou e me ofereceu um vinho. Ergueu-me, enrolei minhas pernas em sua cintura e nos beijamos pela casa; derrubamos quadros, livros, cadeiras. Empurrou o que estava em cima da mesa para o chão, e me deitou. Beijava-me a boca e desabotoava minha blusa, beijava-me o pescoço e desabotoava minha calça, beijava-me o corpo inteiro e atirava minha roupa ao chão. Enquanto sussurava em seu ouvido puxava-me o cabelo da nuca, arranhava-lhe as costas e apertava-me a coxa. Era para ser só mais uma noite de filme. Me surpreendeu. Por fim, repetimos.

domingo, 24 de março de 2013

Sequência do fazer amor

Olhar
Sentir
Mãos
Rosto
Queixo
Lábios
Língua
Pescoço
Mordida
Unhas
Corpo
Carinho
Provocação
Menina
Mulher
Anseios
Arrepio
Dominação
Cansaço
Enlouquecer-se. Aconchegar-se.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

E as vezes a gente só quer um abraço
uma passada de mão no rosto
um entrelaçar de dedos nos cabelos da nuca
um arrepio na espinha dorsal
e um palpitar acelerado no órgão cardíaco.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Con un lenguaje coloreado y poético, va reflejando en la retina colores distintos. Una mezcla de amarillo, con morado, con rosa. Mientras la llovizna escurre en sus ramas, las grandes ramas largas, atadas en la copa, su tronco alto y vetusto hace con que cuando paramos en la calle no nos cansemos de mirar sus bellas flores. En la primavera renace, formando un ramillete de piezas delicadas que en otoño se caen lentamente al sabor del viento, bailando en el aire hasta llegar al suelo. En el horizonte, los ipês lado a lado, hacen componer un paisaje hermoso, construyendo una fiesta de colores y encanto.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Estranho

essa coisa de querer
alguém para si.
de sentir,
de sorrir,
de querer alguém para si.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Quando não tiver mais assunto, beijar.
A cara de sono, de bravo, o cabelo despenteado.
E então você há de me tirar suspiros
tirar risos, tirar a roupa.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

E no meio de um pensamento,
a gente se da conta,
e fica lembrando do que aconteceu,
o que se passou.
E no meio do dia,
a gente se pega sonhando,
e fica relembrando do tempo
o que se passou.
E no meio da noite,
a gente se pega acordado
e fica puxando na memória
o que se passou.
E no meio de tudo isso
a gente se perde
e fica perdido
até se encontrar.
Desenhei teu rosto no teto do meu quarto,
para dormir sempre te olhando.

365 dias

terça-feira, 10 de julho de 2012

"Cartas de amor são escritas não para dar notícias...
Não para contar nada...
Mas para que mãos separadas se toquem
Ao tocarem a mesma folha de papel"

Rubem Alves (via Casa das Letras)

domingo, 24 de junho de 2012

- Vamos fugir?
Estava esperando esse convite!
- Para onde?
Para qualquer lugar que seja sussegado, calmo e bonito.
- Todo dia de manhã, flores que a gente regue.
E que tenha uma rede pra gente deitar à tarde e de noite ficar vendo o céu.
- Teria coragem de uma loucura dessas por amor?
Eu teria. Amor a gente só tem um, vida a gente só vive uma vez. Tem que aproveitar enquanto dá, fazer o que tiver vontade, não ficar se limitando, pensando que não pode dar certo, tem que sempre arriscar.
- Verdade. Vamos fugir quando então?
Vou pegar minhas coisas, passo ai em 5 minutos, tá bom?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Amar é descobrir os avessos. É olhar o outro lado, o nunca visto, o não investigado. Amar é exercício de investigação, de constante e atenta observância. Só o observar silencioso da existência nos capacita para uma formulação de palavras. Só pode dizer alguma coisa sobre uma pessoa, aquele que soube demorar, que soube ficar, permanecer, vigiar, descobrir. As palavras reveladoras só nascem depois da observação silenciosa. Uma mulher não se sente amada no momento em que o homem lhe proporciona uma noite de amor, apenas. Mas sobretudo no momento em que se sentam à mesa de um restaurante, e sem que ela diga nada ele lhe pede o prato favorito. Amar é descobrir os gostos, os sabores particulares, os desejos mais ocultos. Amar é saber a cor favorita, o número que calça os pés, o que causa medo e o que encoraja.

Padre Fábio de Melo

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Havemos de voltar

Às casas, às nossas lavras
às praias, aos nossos campos
havemos de voltar.

Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar.

Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar.

Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar.

À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar.

À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar.

À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar.

Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente.

Agostinho Neto

25 de maio de 1972.
O Dia da África simboliza a luta dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação, e representa a data da Libertação da África.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Transbordar

Felizes os que amam
e não desejam nada em troca
senão o amor de quem se ama
que o coração se derrama
de tanto amor que lota.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Epitáfio

Aqui jaz a rosa
que criou numa só prosa
tão terna tão formosa
de fosca à luminosa.

A rosa entregue a ela
a vermelha Rosa bela
a mais linda donzela
aquela que se fez vela.

A luminosa, escureceu
a vela, apagou
a rima, acabou
e quem por hora nunca amou, morreu.

sábado, 5 de maio de 2012

I drove for miles and miles
And wound up at your door
I've had you so many times but somehow
I want more.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Enquanto a neve cai lá fora, nós caimos aqui dentro.
Dentro de casa, dentro de si.
Se perder. Nos lábios, nas curvas, nas suas, nas minhas.
Teu corpo me convida.
Então chega mais perto.
Está bom?
Mais.
E agora?
Sempre mais.
Nos perdemos.
Me puxa pela cintura, prolonga o beijo, me arrepia a nuca.
Abraço quente que aperta, agarra os lençóis, ama baixinho.
Amor que não se cansa.
Me provoca, me acaricia com o olhar.
Dedilha-me, como se dedilhasse um violão.
Desliza-me a perna, como uma dançarina desliza o tango.
O corpo que se desloca, o lábio que toca, o olho meigo que encara.
Foi-se uma noite de amor.