Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ao chegar à sua casa toquei a campainha e então correu. Esqueceu-se do olho mágico e abriu a porta depressa, me puxou pela cintura e me beijou. Convidou-me para entrar. A mesa estava arrumada; apenas um prato, uma taça e uma vela. Acabávamos de cair no sofá quando se levantou e me ofereceu um vinho. Ergueu-me, enrolei minhas pernas em sua cintura e nos beijamos pela casa; derrubamos quadros, livros, cadeiras. Empurrou o que estava em cima da mesa para o chão, e me deitou. Beijava-me a boca e desabotoava minha blusa, beijava-me o pescoço e desabotoava minha calça, beijava-me o corpo inteiro e atirava minha roupa ao chão. Enquanto sussurava em seu ouvido puxava-me o cabelo da nuca, arranhava-lhe as costas e apertava-me a coxa. Era para ser só mais uma noite de filme. Me surpreendeu. Por fim, repetimos.

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