Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que você acha da gente deixar tudo de lado, esquecer do passado e do que aconteceu.
Fazer diferente, colocar na mente, você e eu?
- Vem cá, vamos fazer de conta que somos elástico, se prender um ao outro.
- Não. Se você soltar machuca.
E então você me disse
que faria de tudo para ser quem eu sempre desejei
me faria feliz como jamais outro alguém
tiraria meus risos oferecidos a outrem.
E foi aí então que eu suspeitei,
Como fazer eu me tornar feliz
Se isso você já o fez.

domingo, 30 de outubro de 2011

Cá estou
Não falando do que restou
Mas do que está por vir
Pensamentos iguais
Solidão não mais
Como quem não quer nada
Mudou madrugada
Risos em forma de poesia
Conversas sobre nostalgia
Andar e encontrar
Parar e conversar
Tudo parece estar
Mudando de lugar
Que mude mesmo
Mude o tempo
Mude com o vento
Fazendo movimento
Em um só momento.

sábado, 29 de outubro de 2011

Eu tenho medo de me esquentar em você e nunca mais querer fugir do frio.

Tati Bernardi
Quando no meio da noite você abre a porta, se aproxima, vem para baixo das cobertas, se deita ao meu lado, põe o cabelo atrás da orelha, me puxa pela cintura, faz-me sentir você, nossa respiração, me olha enquanto seus olhos sorriem, aí então me beija e começamos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um cachorro grande, uma samambaia, uma rede, um bem-te-vi, uma biblioteca, um aquário, uma varanda, um jardim, viajar todos os feriados e finais de semana e férias, os livros da biblioteca pode ser alguns escritos por mim, uma canon, barras de cookies, tentativas frustradas de jantares românticos, bilhetes no espelho do banheiro, uma companhia para assistir aos jogos de futebol às quartas e para ir ao cinema aos domingos.

Essa é a vida que quero ter...
E ela virá me abrir a porta como se fosse uma velha amante. Sem saber que é a minha mais nova namorada.

Vinícius de Moraes

domingo, 23 de outubro de 2011

Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado,
mensagem na madrugada, quero flores,
quero doces, quero música, vento, cheiros,
quero parar de me doar e começar a receber.

Caio Fernando Abreu

sábado, 22 de outubro de 2011

ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

Desconhecido

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dar ou Fazer amor?

Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete!
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de
amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te
abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o
primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
'Que que cê acha amor?'.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão, relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as
crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado...'

Luiz Fernando Veríssimo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Suspirando aos poucos enquanto você não me tira o fôlego de vez.