Me pegue. De jeito, de lado, por traz. Por cima, por baixo, tanto faz. Me pegue. De leve, apertado, com força. No colo, na cintura, no braço. Só me pegue.
Me chupe. O pescoço, a nuca, a boca. O seio, o bico, tira minha roupa. Me chupe. A barriga, o umbigo, desça. Os lábios, os pequenos, os grandes, me enlouqueça.
Me morda. A virilha, a coxa, a perna. A bunda, a curva, a costela. Me morda. As costas, a nuca, a orelha. Minha boca, meu queixo, o peito. Me morda por inteira.
Me puxe. Pra perto, pra cima, pra cama. Pro banho, pro tapete, me ganha. Me puxe. O cabelo, a cintura, a boca, deixe-me louca.
Me jogue. Na parede, na mesa, no chão. No sofá, no armário, no colchão. Me jogue. Na pia, na cadeira, me pisa.
Me tire. A roupa, a algema, a cinta liga. O sutiã, a calcinha e fica.
Eu mergulho fundo. Talvez façam eu me afogar, talvez me façam perder o ar. Mas ficar no raso não dá. (Eu)
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Os bêbados também amam
Chegamos loucos, deitamos ao pé da cama e rimos. Rimos muito, rimos de tudo que tivéramos feito naquela noite. Rimos do que falamos no bar, rimos do quanto bebemos, rimos olhando um ao outro, rimos e chegamos perto. Foi-se o beijo. Me deitou em sua cama e me beijou tão docemente. Enquanto passava sua mão em minha nuca e colocava-me o cabelo atrás da orelha. Tirou a camiseta, nem lembro que cor era, lembro mesmo era daquela cena. Quando ele a tirou e ficou em minha frente, percebi que eu não tinha escolha, eu já estava entregue. Quando havíamos tirado tudo, deitamos. Ele veio, veio como quem não quer nada, veio como quem quer tudo, só veio. Lembro-me dele beijando meu pescoço. Ah, que sensação foi aquela! Foi então que meu pensamento voou, voou tão longe e voltei para aquele quarto alguns minutos depois. Quando abri os olhos já estava beijando cada pedaço do seu corpo, deslizando-me sob ele, dedilhando seu corpo como quem dedilha seu violão preferido. E que violão era aquele que eu estava a tocar! E novamente me perdi. Perdi-me naquele quarto, naquela cama, naquele beijo. Lembro-me dele falando sobre mim, coisas que nunca houvera escutado, coisas que adorei tê-las escutado, coisas que me encantaram assim como seu perfume. Volte e meia eu voltava a sonhar e levar meus pensamentos para o longe, para quando o conheci, quando o vi sorrir a primeira vez, quando nos olhamos no bar de uma maneira! Maneira a qual nunca tivéssemos nos olhado. Ia e voltava. Voltava e ia. Quando voltei a mim, ele estava deitado e eu sob o peito dele, voltamos a rir, voltamos a contar coisas que nunca nem desconfiávamos. Assim como eu já havia o desejado, era recíproco. Nos olhamos, estava escuro, somente a luz do notebook, tocando Pink Floyd, refletia naquele quarto. E nós refletíamos debaixo daquele lençol. Era errado e era certo. E daquela noite, a única coisa da qual me arrependo, era ter bebido além do que devia. Não queria lembrar-me somente dos pequenos flashes mas da noite inteira, cada frase dita, cada riso dado, cada beijo trocado, cada mão deslizada, cada tesão sentido.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Transbordar
Felizes os que amam
e não desejam nada em troca
senão o amor de quem se ama
que o coração se derrama
de tanto amor que lota.
e não desejam nada em troca
senão o amor de quem se ama
que o coração se derrama
de tanto amor que lota.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Epitáfio
Aqui jaz a rosa
que criou numa só prosa
tão terna tão formosa
de fosca à luminosa.
A rosa entregue a ela
a vermelha Rosa bela
a mais linda donzela
aquela que se fez vela.
A luminosa, escureceu
a vela, apagou
a rima, acabou
e quem por hora nunca amou, morreu.
que criou numa só prosa
tão terna tão formosa
de fosca à luminosa.
A rosa entregue a ela
a vermelha Rosa bela
a mais linda donzela
aquela que se fez vela.
A luminosa, escureceu
a vela, apagou
a rima, acabou
e quem por hora nunca amou, morreu.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Enquanto a neve cai lá fora, nós caimos aqui dentro.
Dentro de casa, dentro de si.
Se perder. Nos lábios, nas curvas, nas suas, nas minhas.
Teu corpo me convida.
Então chega mais perto.
Está bom?
Mais.
E agora?
Sempre mais.
Nos perdemos.
Me puxa pela cintura, prolonga o beijo, me arrepia a nuca.
Abraço quente que aperta, agarra os lençóis, ama baixinho.
Amor que não se cansa.
Me provoca, me acaricia com o olhar.
Dedilha-me, como se dedilhasse um violão.
Desliza-me a perna, como uma dançarina desliza o tango.
O corpo que se desloca, o lábio que toca, o olho meigo que encara.
Foi-se uma noite de amor.
Dentro de casa, dentro de si.
Se perder. Nos lábios, nas curvas, nas suas, nas minhas.
Teu corpo me convida.
Então chega mais perto.
Está bom?
Mais.
E agora?
Sempre mais.
Nos perdemos.
Me puxa pela cintura, prolonga o beijo, me arrepia a nuca.
Abraço quente que aperta, agarra os lençóis, ama baixinho.
Amor que não se cansa.
Me provoca, me acaricia com o olhar.
Dedilha-me, como se dedilhasse um violão.
Desliza-me a perna, como uma dançarina desliza o tango.
O corpo que se desloca, o lábio que toca, o olho meigo que encara.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Um lugar qualquer da rua XX

Era noite de um sábado, lá fora chovia forte e o vidro do carro embaçado. A cada semáforo vermelho, nos beijávamos e sua mão deslizava. Riámos de coisas bobas, conversávamos sobre o dia no trabalho, falávamos sobre a correria do dia, o sofá da sala, a cama do quarto. Relembrávamos da noite anterior. Silêncio. Passando por uma rua escura, ele resolveu parar. Estacionou o carro numa rua estreita e sem movimento. Estávamos só nós, a luz no poste e o barulho do relógio. Afastou o banco para trás, travou as portas, foi quando eu sorri e ele me puxou. Me puxou pela cintura, por baixo da blusa e começou a lentavanta-la. Começou por beijar o canto da boca, depois seguiu para ela. Enquanto segurava a nuca não mudava o olhar, continuava com os olhos fixos aos meus. Deitou-me sobre o volante, beijando-me o pescoço, mordeu. Ao deslizar o corpo desabotoou a camisa. Seguia os beijos. Seguia a mão. Seguia o desejo. Os lábios descendo à barriga, desabotoou a calça. Sussurrou: E agora? Você é quem decide, respondi. Sorriu. Segurou-me forte. Encaixou-se. Nos esquecemos de nós mesmos, do tempo, do mundo. Já era madrugada quando um policial bateu no vidro. Nem escutamos. Embaçamos o vidro ainda mais. Começou a bater forte na porta, nós achando que era nós mesmos. Começou a ficar mais forte e mais forte, rápido e lentamente, quando puxei seu cabelo e me apertou a cintura. Te amo dissémos juntos. E o que tinha ficado mais forte continuou, era o policial batendo, tivémos que nos arrumar. Quando abrimos a janela, veio uma luz forte da laterna, nos distraiu os olhos. Na verdade era o sol a bater no rosto enquanto acordo.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
És o homem que anda em minha rua
branda, serena, luz da lua
faz-me adivinhar estranha loucura
que em teus braços procurarei ternura.
És o homem que tanto tanto ama
como o amor ama o barulho
como o mar ama o burbulho
como crepúsculo ama o escuro.
És o homem que me encanta
com letras me acalanta
com melodias me canta
com as notas me balança.
branda, serena, luz da lua
faz-me adivinhar estranha loucura
que em teus braços procurarei ternura.
És o homem que tanto tanto ama
como o amor ama o barulho
como o mar ama o burbulho
como crepúsculo ama o escuro.
És o homem que me encanta
com letras me acalanta
com melodias me canta
com as notas me balança.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Uma rima me ocorreu
Portentoso era o modo como desejava um afago seu
daquele que vira e desvira o mundo meu.
Fazia-me o coração num museu
tenho pena do coitado que tanto sofreu.
Quem me dera se fostes um Romeu
chamar-me-ia Julieta meu eu.
Sublime tocava o coração seu
numa fechada de olhar se correu.
Atrapalhando o trânsito adormeceu
Quando o vi me estremeceu.
Dei-lhe um tapa na cara e não respondeu
Pensei, meu Deus agora fodeu.
Ao abrir os olhos reconheceu
quem tanto chorava era eu.
Com tamanha ternura aqueceu
a lágrima que no rosto escorreu.
Quem jurava eterno sentimento morreu
No instante em que o céu escureceu.
Abrindo a pálpebra enalteceu
Olhou-me e disse: sou eu.
Nenhuma palavra a cabeça me ocorreu
Ao cadáver em meus braços perguntou eu:
Ora Romeu, bebeu?
daquele que vira e desvira o mundo meu.
Fazia-me o coração num museu
tenho pena do coitado que tanto sofreu.
Quem me dera se fostes um Romeu
chamar-me-ia Julieta meu eu.
Sublime tocava o coração seu
numa fechada de olhar se correu.
Atrapalhando o trânsito adormeceu
Quando o vi me estremeceu.
Dei-lhe um tapa na cara e não respondeu
Pensei, meu Deus agora fodeu.
Ao abrir os olhos reconheceu
quem tanto chorava era eu.
Com tamanha ternura aqueceu
a lágrima que no rosto escorreu.
Quem jurava eterno sentimento morreu
No instante em que o céu escureceu.
Abrindo a pálpebra enalteceu
Olhou-me e disse: sou eu.
Nenhuma palavra a cabeça me ocorreu
Ao cadáver em meus braços perguntou eu:
Ora Romeu, bebeu?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Ser mulher é muito além de ser mãe, amiga, irmã, companheira e esposa. Não é somente reclamar que algum homem não a ama, botar a culpa na TPM, se fazer de ranzinza quando está com cólica, ter atitudes de homem grosso e pensamentos de mulher vulgar. Ser mulher é muito além de subir em um salto 18, entrar em uma roupa 40, cuidar para não quebrar a unha, não sair por não ter roupa mesmo com o armário estando cheio, ter 50 bolsas e sair só com uma, acordar meia hora antes para dar tempo de fazer a maquiagem. Está muito além de permanecer durante 9 meses com um presente de Deus na barriga e depois de 9 meses nunca mais dormir tranquila. Está muito além de querer presentes, de querer parabéns em um dia como este, em ficar provando que é do bem. Ser mulher é se dar o respeito, é saber do valor que tem, é saber levar um sorriso no rosto estando com o coração partido, é saber erguer a cabeça em uma decepção, é saber agradecer, é saber lutar, é saber acordar a cada manhã mais apaixonante e encantadora, é saber ser feliz. Ser mulher não é somente querer presentes caros e provas de amor eterno, ser mulher é querer um beijo na testa e sentir-se a mais contente do mundo, é querer ser chamada de linda e sentir-se a mais amada, é querer receber aquela mensagem no celular e sentir que ganhou o dia, é querer ser colocada do lado de dentro da calçada, não achando isso velho demais. Ser mulher é por-se no seu lugar, é saber a hora de ser menina e a hora de tornar-se uma mulher. Não, não existe mulher feia, existe mulher que não se cuida, que não sabe o poder que tem! Não existe mulher interesseira, existe mulher que não foi lhe apresentada o amor! Ser mulher é ter consciência de seus atos, confiança em suas atitudes e ser verdadeira sempre. Mulher de verdade não é aquela que fala que homem é tudo igual, mas aquela que faz a diferença na vida deles. Mulher de verdade não quer igualdade entre os sexos, pois ela sabe que homens e mulheres são totalmente diferentes, têm atitudes diferentes e histórias diferentes. Homem é determinado, é razão, é prático. Mulher é emoção, é delicada, é complicada. Complicada e muito! Mulher é a única pessoa que chora vendo novela e fica encantada só de ouvir palavras bobas. O dia das mulheres existe, não para recebermos elogios e parabéns, mas para lembrarmos que mulher tem que ser valorizada sempre, tanto por um homem como por ela mesma.

A flor da foto ganhei de um dos grandes homens da minha vida, meu irmão.
A flor da foto ganhei de um dos grandes homens da minha vida, meu irmão.
terça-feira, 6 de março de 2012
Aunque he pasado por altos y bajos
Soy la misma persona
Aunque no pienso de la misma manera
El nombre de ti no me abandona
Aunque tengo ganas
De vivir a tu lado
Mi corazón no me dejas
Él está angustiado
Aunque las cosas
Ocurran como no queremos
Por toda la vida, apuntáis
Que amemos.
Creé este para un plan de clase que tuve que presentar...
Soy la misma persona
Aunque no pienso de la misma manera
El nombre de ti no me abandona
Aunque tengo ganas
De vivir a tu lado
Mi corazón no me dejas
Él está angustiado
Aunque las cosas
Ocurran como no queremos
Por toda la vida, apuntáis
Que amemos.
Creé este para un plan de clase que tuve que presentar...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O que acontecerá
quando o amor acabar
a voz se calar
e um beijo eu não dar
a paz alcançar
o odio encerrar
seu coração eu roubar
o braço esticar
o abraço apertar
a mão não soltar
na grama deitar
a nuvem olhar
um desenho adivinhar
em uma rede descansar
os olhos fechar
um sonho sonhar
no sonho encontrar
uma nova forma de amar
no instante parar
e
te beijar.
quando o amor acabar
a voz se calar
e um beijo eu não dar
a paz alcançar
o odio encerrar
seu coração eu roubar
o braço esticar
o abraço apertar
a mão não soltar
na grama deitar
a nuvem olhar
um desenho adivinhar
em uma rede descansar
os olhos fechar
um sonho sonhar
no sonho encontrar
uma nova forma de amar
no instante parar
e
te beijar.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
e daí então você sentou no sofá
disse-me para me aproximar
e fui.
encaixou-me em sua cintura
falando que sou só sua
e acreditei.
me puxou para mais perto
como se fosse dar certo
e deu.
de repente você me beijou
e foi só o que me restou
e aconteceu.
outro dia amanheceu
no lençol você e eu
e sorriu.
sorriu com o olhar
insistia em falar
e escutei.
falava sobre tudo e nós
sussurrando a voz
e percebi.
brilhou então a boca
esquecendo a voz rouca
e continuei.
a voz rouca mostrava
que na noite passada
aconteceu.
acabou então a trama
quebramos no chão a cama
e quis repetir.
com a cama quebrada
em direção à sacada
fomos.
em direção à sala
fomos.
em direção à cozinha
fomos.
em direção à escada
fomos.
por toda vida
amamos.
disse-me para me aproximar
e fui.
encaixou-me em sua cintura
falando que sou só sua
e acreditei.
me puxou para mais perto
como se fosse dar certo
e deu.
de repente você me beijou
e foi só o que me restou
e aconteceu.
outro dia amanheceu
no lençol você e eu
e sorriu.
sorriu com o olhar
insistia em falar
e escutei.
falava sobre tudo e nós
sussurrando a voz
e percebi.
brilhou então a boca
esquecendo a voz rouca
e continuei.
a voz rouca mostrava
que na noite passada
aconteceu.
acabou então a trama
quebramos no chão a cama
e quis repetir.
com a cama quebrada
em direção à sacada
fomos.
em direção à sala
fomos.
em direção à cozinha
fomos.
em direção à escada
fomos.
por toda vida
amamos.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ela retribuiu
e então
ele
deu-se conta
tudo e seu paradeiro
não voltou no tempo
mas viu, era verdadeiro.
Ela acercou-se
não está mais solitário
pelo menos naquele instante.
Ela o viu, ele sorriu.
Ela pediu
perdão, dar-te-ia o coração.
Ele disse paixão, caio mais nessa não.
Ela quis voltar, ele quis voar.
e voou.
Ela pediu mais uma vez, ele falou com sensatez
deixa disso menina,
vai-te buscar em outro céu, outra colina.
Ele retribui
e então
ela
deu-se conta.
e então
ele
deu-se conta
tudo e seu paradeiro
não voltou no tempo
mas viu, era verdadeiro.
Ela acercou-se
não está mais solitário
pelo menos naquele instante.
Ela o viu, ele sorriu.
Ela pediu
perdão, dar-te-ia o coração.
Ele disse paixão, caio mais nessa não.
Ela quis voltar, ele quis voar.
e voou.
Ela pediu mais uma vez, ele falou com sensatez
deixa disso menina,
vai-te buscar em outro céu, outra colina.
Ele retribui
e então
ela
deu-se conta.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Soneto dos sonetos
Soneto da canção
Canção pro coração
Com o coração na mão
Com a mão na mão.
Soneto da vida
Vida sofrida
Vida merecida
Vida vivida.
Soneto da desilusão
Desilusão da ilusão
Ilusão com a razão.
Soneto do fim
o que vai ser de mim
s'eu acabar escrevendo assim.
Canção pro coração
Com o coração na mão
Com a mão na mão.
Soneto da vida
Vida sofrida
Vida merecida
Vida vivida.
Soneto da desilusão
Desilusão da ilusão
Ilusão com a razão.
Soneto do fim
o que vai ser de mim
s'eu acabar escrevendo assim.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Uma rima ou duas
Um livro aberto é como um avião decolando, a viagem começando e você sonhando. Sem mesmo sair do lugar, nem que não queira tentar, você acaba por voar. E voando continua, cambaleando pela rua, sem saber que sou sua. Sendo sua permaneço, nos teus sonhos enlouqueço, sem saber se te mereço. E mesmo não querendo, acabamos por rimar. E mesmo não sabendo, já começamos a voar.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
À dois, quando não se está mais só
Discordariamos quanto ao que fazer no jantar. Eu pediria para passar no mercado e trazer coisas saudáveis, você traria somente besteiras. Nos filmes assistidos à noite embaixo das cobertas, você torceria para o zumbi, enquanto eu me escondenderia em seus braços. Eu torceria para ficarem juntos no final, enquanto você deitaria no meu colo. Quanto aos cômodos, no momento em que eu falara quero uns 10! você comentava: quero só um quarto, uma cama e nós. Aí então eu te amaria mais ainda. E nos amávamos e amávamos, todas as noites. E as manhãs. E as tardes. E sempre.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Vem cá
Vem cá. Lembra daquele dia que a gente se conheceu? Você estava com seus amigos e eu com os meus. Lembro bem daquele sorriso que você abriu quando eu te olhei, e da sua mão passando no cabelo, quando eu retribui. Eu sei que você queria disfarçar, ficou envergonhado, você mesmo me disse quando se aproximou. Por falar em se aproximar, chega mais perto, não fica longe não. E por falar em estar longe, quando é que você volta? A saudade já está apertando. Falando em apertar, tava lembrando do nosso primeiro abraço, você também sempre lembra né, cada vez que a gente se abraça você fala. E por falar em abraço, quando é que vou receber o próximo? Aquele que você sabe que eu gosto. Abraço demorado e quando a gente se solta você me beija. E por falar em beijo, lembra do nosso primeiro? Estávamos sentados na sombra, embaixo daquela árvore, era carvalho né? Então você nos comprou um sorvete, eu disse que queria de morango e você de chocolate, acabamos por comprar de creme. Nós estávamos rindo, e de repente você vem com aquela desculpa de que eu tinha me sujado. Não queria falar nada, mas adorei essa desculpa, se desculpe mais vezes. Foi quando eu perguntei onde, e você falou do lado, eu perguntei onde, e você falou da boca, eu perguntei onde, e você falou que daria um jeito, eu perguntei onde e você me beijou. Não queria falar nada, mas vamos passar essa tarde comprar um sorvete de creme? Podemos voltar àquele lugar, do nome estranho que a gente sempre esquece. Àquele que a gente saiu em uma noite de inverno e você me pediu em namoro. Logo eu que tremo toda no frio, não me importaria de ficar mais alguns minutos no vento, olhando você sorrir e tremer a boca. Colocando meu cabelo atrás da orelha e sorrindo com os olhos. Às vezes me pergunto porque você não apareceu antes. Deve ser porque eu tava machucada e você também, assim deu tempo de arrumar a bagunça que ficou da última vez. Por falar em bagunça, nem queira ver nosso quarto. Depois que você saiu não arrumei mais não, eu sei que você gosta de organização, quando você ver vai brigar comigo. Mas logo falarei os motivos, certamente não iria tirar os lençóis, pois cada vez que deito para dormir, lembro de você aqui. Na noite passada você estava com aquele perfume que eu gosto. Outro motivo é que você vai ficar emburrado, e você não sabe como fica lindo desse jeito. Ah, sabe sim, eu sempre falo. Ainda você diz que não é verdade, e eu sempre insisto em dizer que fica. Mesmo não querendo você abre um sorriso, aí então você me beija, me pega no colo e me leva para cama. Vai dizer que a gente não se esquece da bagunça? Mais do que suficientes os motivos não é? Quando estiver voltando me avisa, que eu vou correndo para o banho. A gente poderia fazer que nem aquela vez, em que você falou para gente tomar juntos para economizar água. Você e suas desculpas. Por falar em desculpa, tenho uma. Tem a ver com economizar luz e acender velas, hoje a noite você vê. Por falar em velas, lembra de quando quase colocamos fogo na casa? Lembro bem como foi, como poderia esquecer sendo nossa primeira vez. Depois daquela vez você me contou que não gosta mais de velas. E mesmo assim sempre as acende. Tanto no jantar como em volta da cama. Fala que não gosta mas faz isso porque sabe que eu amo. Você sabe do meu sorriso quando você faz isso. E por falar em sorriso, adivinha qual a reação do meu irmão quando falei que vamos levar os convites na semana que vem? É acertou, ele quer te matar. Veio com aquela historinha de que se você não me fizer bem você sabe o que te acontece. Aquela mesma historinha que ele contou durante nosso namoro inteiro. Mas no fundo ele sabe que você não poderia me fazer mais feliz. Ele acha que eu não sei disso, mas já ouvi ele dizer. Por falar em convite, ainda estou esperando você fazer aquele que você disse que ia fazer. Era alguma coisa sobre a gente escolher o lugar que vamos depois do tão sonhado dia. Falando nisso a agência de viagens ligou e quase que a mulher me conta o lugar. Não sei porque você quer que seja surpresa. Sabe que sou curiosa. Igual àquela vez em que você insistiu para saltarmos de asa delta. Quase chorei mas fui. Por sinal, o pôr do sol estava lindo. E ainda acho que foi muita coincidência a gente ter caído na praia perto de uma mesa com vinho e velas. Você diz que não, mas já te falei que quando você me engana você sorri de um jeito diferente e mexe a sobrancelha? É, eu sempre sei. Meu bem, volta quando? Não esquece que hoje tem jogo do nosso time e que comprei o filme que você tanto queria ver. Por falar em ver, vi o bilhete que deixou no espelho do banheiro, só não deu tempo de responder. Estava ocupada lendo a carta que me deixou ao lado dos bombons. Amanhã bem cedo te acordarei daquele jeitinho que você gosta e prometo que deixarei a resposta do bilhete, como se você já não soubesse né. Lembra que dia vai ser amanhã? Não esquece ein. Sei que te lembro todos os dias mas é para não esquecer mesmo, que é mais um dia que você me faz questão de mostrar que é diferente de qualquer um que tenha passado na minha vida. Por falar nisso, hoje ainda não te agradeci. Por esses anos todos você ter sido a melhor coisa que me aconteceu. Mas dessa vez queria agradecer de um jeito diferente. Quer saber. Vem cá.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
É engraçado, eu sei.
Esse modo como a gente se refere,
com receio que a gente congele.
É, congele. Não encontre o amor
nem sinta mais o calor,
que isso só cause dor.
Que não seja para sempre sentimentos esses,
os para sempre que eu conheço duram só alguns meses.
Não fuja do mundo,
se o fizer me leva junto.
Bem que você poderia repetir,
aquela frase que me faz sorrir.
Os sorrisos que saem do nada,
as mensagens de madrugada.
Você teimando comigo,
me fazendo fugir do perigo.
As palavras que só a gente entende,
aquelas que me fazem contente.
As canções cantadas cantarolando,
e eu aqui amando.
As conversas que nunca acaba,
e eu aqui querendo que nunca acabe.
Quer saber, esqueça tudo falado outrora,
venha bem pertinho mas não demora.
Esse modo como a gente se refere,
com receio que a gente congele.
É, congele. Não encontre o amor
nem sinta mais o calor,
que isso só cause dor.
Que não seja para sempre sentimentos esses,
os para sempre que eu conheço duram só alguns meses.
Não fuja do mundo,
se o fizer me leva junto.
Bem que você poderia repetir,
aquela frase que me faz sorrir.
Os sorrisos que saem do nada,
as mensagens de madrugada.
Você teimando comigo,
me fazendo fugir do perigo.
As palavras que só a gente entende,
aquelas que me fazem contente.
As canções cantadas cantarolando,
e eu aqui amando.
As conversas que nunca acaba,
e eu aqui querendo que nunca acabe.
Quer saber, esqueça tudo falado outrora,
venha bem pertinho mas não demora.
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