Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E eu poderia ficar ali durante mais algum tempo, ouvindo você falar, sentindo teu cheiro, me perdendo no teu abraço, gostando teu beijo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vai ser complicado, porém divertido. Vamos brigar por quase tudo, porque adoramos irritar um ao outro. Você vai querer ver um filme de terror e eu vou dizer que quero ver romance, só para contrariar, e quando você disser “tudo bem então”, eu vou dar uma gargalhada e cantarolar “brincadeirinha, bobo”. Você vai deixar a toalha molhada em cima da cama e quando eu ver, vou gritar seu nome. Quando você chegar no quarto, vou te dar um sermão, você vai rir e eu vou brincar de te bater com ela. A maior parte do guarda-roupa será minha, e se você discordar, te faço comprar um só pra mim, ou construir um closed, é, boa idéia. Vou inventar uma dieta radical, e você chegará do trabalho com uma caixa de bombom e um pote de sorvete, vou querer te matar, mas acabaremos, os dois, sentados no sofá com uma colher na mão e com a boca lambuzada. Vamos brigar pelo lado direito da cama, e discutiremos sobre quem é melhor jogando dama, sem sucesso, porque eu sei que eu nunca vou te superar. Você começará a me contar sobre as suas ex-namoradas e a elogiá-las pra caramba, e quando conseguir me tirar do sério, vai me pegar no colo e me jogar na cama, me enchendo de cócegas e dizendo que fico linda com ciúmes. Teremos pelo menos uns 3 filhos, que obviamente vão ser super mimados por você, o que causará mais discórdia ainda. Você e as crianças entrarão com os pés sujos de lama dentro de casa, me fazendo surtar e abrir um sorriso logo depois, ao ver uma flor na mão de cada um. No supermercado, você vai encher o carrinho de besteira, enquanto eu tento convence-lo de levar coisas um pouco mais saudáveis. Vou fazer a sua comida favorita, mas não vou deixar que você diga que não gosta de algo sem nunca ter provado. Vamos brigar, dormir de costas um para o outro, e no meio da noite, vou sentir sua mão procurando a minha e vou te abraçar para nunca mais soltar. Seremos eu e você, pra sempre, independente de qualquer outra coisa.

Stephani Ignatti

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Porque me deu agora de repente uma vontade danada de abraçar você, mas de corpo presente e ficar junto, sem assunto, deixando a vida passar.

Mário de Andrade

E como deu!

Uma típica conversa entre uma mulher e um homem

M – Aonde você vai?
H – Vou sair um pouco.
M – Vai de carro?
H – Sim.
M – Tem gasolina?
H – Sim… coloquei.
M – Vai demorar?
H – Não… coisa de uma hora.
M – Vai a algum lugar específico?
H – Não… Só rodar por aí.
M- Não prefere ir a pé?
H – Não… vou de carro.
M – Traz um sorvete pra mim!
H – Trago… Que sabor?
M – Manga.
H – Ok… Na volta eu passo e compro.
M – Na volta?
H – Sim… senão derrete.
M – Passa lá, compra e deixa aqui.
H – Não… Melhor não! Na volta.. é rápido!
M – Ahhhhh!
H – Quando eu voltar eu tomo com você!
M – Mas você não gosta de manga!
H – Eu compro outro… de outro sabor.
M – Aí fica caro…. Traz de cupuaçu!
H – Eu não gosto também.
M – Traz de chocolate… Nós dois gostamos.
H – Ok! Beijo… volto logo…
M – Ei!
H – O que?
M – Chocolate não… Flocos…
H – Não gosto de flocos!
M – Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
H – Foi o que sugeri desde o começo!
M – Você está sendo irônico?
H – Não… tô não! Vou indo.
M – Vem aqui me dar um beijo de despedida!
H – Querida! Eu volto logo…. depois.
M – Depois não…. quero agora!
H – Ta bom! (Beijo)
M – Vai com o seu ou com o meu carro?
H – Com o meu.
M – Vai com o meu… Tem CD player… O seu não!
H – Não vou ouvir música… Vou espairecer.. .
M – Tá precisando?
H – Não sei… Vou ver quando sair!
M – Demora não!
H – É rápido… (Abre a porta de casa.)
M – Ei!
H – Que foi agora?
M – Nossa! Que grosso! Vai embora!
H – Calma… Estou tentando sair e não consigo!
M – Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
H – O que quer dizer?
M – Nada… Nada não!
H – Vem cá… Acha que estou te traindo?
M – Não… Claro que não… Mas sabe como é?
H – Como é o quê?
M – Homens!
H – Generalizando ou falando de mim?
M – Generalizando.
H – Então não é meu caso… Sabe que eu não faria isso!
M – Ta bom… Então vai.
H – Vou.
M – Ei!
H – Que foi cacete?
M – Leva o celular, estúpido!
H – Prá quê? Prá você ficar me ligando?
M – Não… Caso aconteça algo, estará com celular.
H – Não… Pode deixar…
M – Olha… Desculpa pela desconfiança. .. Estou com saudade… só isso!
H – Ok meu amor… Desculpe-me se fui grosso. Ta. Eu te amo!
M – Eu também!
M – Posso futricar no seu celular?
H – Prá quê?
M – Sei lá! Joguinho!
H – Você quer meu celular prá jogar?
M – É.
H – Tem certeza?
M – Sim.
H – Liga o computador.. . Lá tem um monte de joguinhos!
M – Não sei mexer naquela lata velha!
H – Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
M – Ta. Ok… Então leva o celular senão eu vou futricar…
H – Pode mexer então… Não tem nada lá mesmo…
M – É?
H – É.
M – Então onde está?
H – O quê?
M – O que deveria estar no celular mas não está…
H – Como!?
M – Nada! Esquece!
H – Ta nervosa?
M – Não… Tô não…
H – Então vou!
M – Ei!
H – Que ééééééé?
M – Não quero mais sorvete não!
H – Ah é?
M – É!
H – Então eu também não vou sair mais não!
M – Ah é?
H – É.
M – Oba! Vai ficar comigo?
H – Não vou não… Cansei… Vou dormir!
M – Prefere dormir do que ficar comigo?
H – Não…. vou dormir, só isso!
M – Está nervoso?
H – Claro porra!!!
M – Por que você não vai dar uma volta para espairecer?

Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

E eu não sei se acordo mais cedo só para passar mais tempo pensando em você ou continuo dormindo só para te manter em meus sonhos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço!

O Pequeno Príncipe
Se contarmos todas as palavras que trocamos, daria para escrever um bom romance. Eu nem te conhecia e contei meus absurdos. Tu nem me conhecia e contou teus muitos planos. Se contarmos todos os olhares que trocamos, daria para encher um lago inteiro. Eu nem te conhecia e contei o meu passado. Tu nem me conhecia e contou teu desespero. Se contarmos todos os silêncios que trocamos, daria para povoar um edifício.Eu nem te conhecia e contei meus vinte anos.Tu nem me conhecia e contou teus sacrifícios. Se contarmos todas as fantasias que trocamos, daria pra dizer que amantes fomos. Que amantes somos.

Desconhecido

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece.

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É engraçado, eu sei.
Esse modo como a gente se refere,
com receio que a gente congele.
É, congele. Não encontre o amor
nem sinta mais o calor,
que isso só cause dor.
Que não seja para sempre sentimentos esses,
os para sempre que eu conheço duram só alguns meses.
Não fuja do mundo,
se o fizer me leva junto.
Bem que você poderia repetir,
aquela frase que me faz sorrir.
Os sorrisos que saem do nada,
as mensagens de madrugada.
Você teimando comigo,
me fazendo fugir do perigo.
As palavras que só a gente entende,
aquelas que me fazem contente.
As canções cantadas cantarolando,
e eu aqui amando.
As conversas que nunca acaba,
e eu aqui querendo que nunca acabe.
Quer saber, esqueça tudo falado outrora,
venha bem pertinho mas não demora.