Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ela sonhou em amar

Aquele rapaz...
De fala-barata, ensinou ela a acreditar
Sonhos amarfanhados, paixões machucadas, amor, acabado.
Talvez seja assim mesmo, o amor sempre acaba, mesmo que seja para uma jovem de quinze anos, os sonhos em casar, e ter filhos, foram, com o vento, e com os pensamentos.
As músicas a ajudaram a mudar, tentaram ajudar, novos amigos, amigos meninos, respeito.

Meninas sonham, meninos pensam.

Ela aprendeu a pensar, assim como os amigos meninos, não foi simples, porém, ela aprendeu a esquecer.
Por entre pensamentos coadjuvantes para a alma, nunca mais lembrar.
Em pé, tentando esquecer, tentando ter aquele garoto de olhos claros, a esperar, cansou, sentou, tentou convencer calada, invisível, sem nada acontecer, e sem ele vê-la, ela resolveu deitar, música alta, papel e lápis na mão, prometeu, em papel amaçado, que jamais lembraria daquele rosto afagador.
Então...
O passado vem a calhar, moreno, de olhos escuros, amor, paixao.
Ela resolveu amar mais uma vez.
Machucado, paixão ardente, frases de anjo, atitudes de louco. Ela não estava a venda, ele esqueceu disso, presentes, não fariam o amor voltar, somente ele, era um presente.
Prestes a acreditar, ela, boba, sonhadora, sonhando com o véu branco, em uma igreja, assim como desde criança, a menininha sonhou.
Bom rapaz, após dois anos, ele perdeu a lábia certa, e com uma palavra, mostrou a ela, mais uma vez, que amor não existe.
Ou talvez, acreditar, é idiotice.
Pensando como um menino, para não sofrer.

Porém ela ainda sonha, em sonhar.

autor desconhecido.

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