e daí então você sentou no sofá
disse-me para me aproximar
e fui.
encaixou-me em sua cintura
falando que sou só sua
e acreditei.
me puxou para mais perto
como se fosse dar certo
e deu.
de repente você me beijou
e foi só o que me restou
e aconteceu.
outro dia amanheceu
no lençol você e eu
e sorriu.
sorriu com o olhar
insistia em falar
e escutei.
falava sobre tudo e nós
sussurrando a voz
e percebi.
brilhou então a boca
esquecendo a voz rouca
e continuei.
a voz rouca mostrava
que na noite passada
aconteceu.
acabou então a trama
quebramos no chão a cama
e quis repetir.
com a cama quebrada
em direção à sacada
fomos.
em direção à sala
fomos.
em direção à cozinha
fomos.
em direção à escada
fomos.
por toda vida
amamos.
Eu mergulho fundo. Talvez façam eu me afogar, talvez me façam perder o ar. Mas ficar no raso não dá. (Eu)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Liberdade
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ela retribuiu
e então
ele
deu-se conta
tudo e seu paradeiro
não voltou no tempo
mas viu, era verdadeiro.
Ela acercou-se
não está mais solitário
pelo menos naquele instante.
Ela o viu, ele sorriu.
Ela pediu
perdão, dar-te-ia o coração.
Ele disse paixão, caio mais nessa não.
Ela quis voltar, ele quis voar.
e voou.
Ela pediu mais uma vez, ele falou com sensatez
deixa disso menina,
vai-te buscar em outro céu, outra colina.
Ele retribui
e então
ela
deu-se conta.
e então
ele
deu-se conta
tudo e seu paradeiro
não voltou no tempo
mas viu, era verdadeiro.
Ela acercou-se
não está mais solitário
pelo menos naquele instante.
Ela o viu, ele sorriu.
Ela pediu
perdão, dar-te-ia o coração.
Ele disse paixão, caio mais nessa não.
Ela quis voltar, ele quis voar.
e voou.
Ela pediu mais uma vez, ele falou com sensatez
deixa disso menina,
vai-te buscar em outro céu, outra colina.
Ele retribui
e então
ela
deu-se conta.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
O que a saudade não faz com a gente...
Um dia sem você é triste, uma semana é maldade,
Um mês não existe, dou meus pulos, atravesso a cidade
Junto dinheiro pra financiar a viagem.
Chuva de novembro
Um mês não existe, dou meus pulos, atravesso a cidade
Junto dinheiro pra financiar a viagem.
Chuva de novembro
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Um dia
Um dia, eu perdoei meu inimigo
e fui forte.
no outro eu pedi perdão
e fui grande.
Um dia, mostrei minhas razões
e fui eloqüente.
no outro, ouvi meu próximo
e fui humano.
Um dia, lutei pela minha causa
e fui bravo.
no outro, lutei pela causa alheia
e fui gente.
Um dia, batalhei pelo que queria
e fui perseverante.
no outro, dividi o pão
e fui rico.
Um dia, recebi aplausos
e fui admirado.
no outro, fiz o bem em silêncio
e os anjos me aplaudiram.
Um dia, usei a inteligência
e fui respeitado.
no outro, usei o coração
e fui amado!
Autor desconhecido
e fui forte.
no outro eu pedi perdão
e fui grande.
Um dia, mostrei minhas razões
e fui eloqüente.
no outro, ouvi meu próximo
e fui humano.
Um dia, lutei pela minha causa
e fui bravo.
no outro, lutei pela causa alheia
e fui gente.
Um dia, batalhei pelo que queria
e fui perseverante.
no outro, dividi o pão
e fui rico.
Um dia, recebi aplausos
e fui admirado.
no outro, fiz o bem em silêncio
e os anjos me aplaudiram.
Um dia, usei a inteligência
e fui respeitado.
no outro, usei o coração
e fui amado!
Autor desconhecido
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não é como se fosse amor à primeira vista, na verdade. É mais como… ação da gravidade. Quando você a vê, de repente não é mais a terra que está te segurando aqui. Ela te segura. E nada importa mais do que ela. E você faria qualquer coisa por ela, seria qualquer coisa por ela… Você se torna qualquer coisa que ela precisa que você seja. Seja o protetor dela, ou um amante, ou um amigo, ou um irmão.
Jacob Black
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Soneto dos sonetos
Soneto da canção
Canção pro coração
Com o coração na mão
Com a mão na mão.
Soneto da vida
Vida sofrida
Vida merecida
Vida vivida.
Soneto da desilusão
Desilusão da ilusão
Ilusão com a razão.
Soneto do fim
o que vai ser de mim
s'eu acabar escrevendo assim.
Canção pro coração
Com o coração na mão
Com a mão na mão.
Soneto da vida
Vida sofrida
Vida merecida
Vida vivida.
Soneto da desilusão
Desilusão da ilusão
Ilusão com a razão.
Soneto do fim
o que vai ser de mim
s'eu acabar escrevendo assim.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Uma rima ou duas
Um livro aberto é como um avião decolando, a viagem começando e você sonhando. Sem mesmo sair do lugar, nem que não queira tentar, você acaba por voar. E voando continua, cambaleando pela rua, sem saber que sou sua. Sendo sua permaneço, nos teus sonhos enlouqueço, sem saber se te mereço. E mesmo não querendo, acabamos por rimar. E mesmo não sabendo, já começamos a voar.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Vamos, deixa ventar.
Escuta o recado que o vento vem lhe trazer
e as coisas ruins que ele quer levar.
Espera, sentiu?
O recado que ele trouxe é sobre nós dois
Mesmo você estando ocupado deixa as coisas para depois.
Agora vem, aproveita que tá ventando
pra gente se levantar da rede e ir levando.
Levantou? Então vamos aproveitar e ir pro mar
o dia tá bom pra namorar.
Bom mesmo é o som do mar que nos rodeia
Vem chega mais perto e senta na areia.
Quem diria ein, nesse mundão
ai de quem se queixar.
A vida é curta. Então,
vamos, deixa ela ventar.
Escuta o recado que o vento vem lhe trazer
e as coisas ruins que ele quer levar.
Espera, sentiu?
O recado que ele trouxe é sobre nós dois
Mesmo você estando ocupado deixa as coisas para depois.
Agora vem, aproveita que tá ventando
pra gente se levantar da rede e ir levando.
Levantou? Então vamos aproveitar e ir pro mar
o dia tá bom pra namorar.
Bom mesmo é o som do mar que nos rodeia
Vem chega mais perto e senta na areia.
Quem diria ein, nesse mundão
ai de quem se queixar.
A vida é curta. Então,
vamos, deixa ela ventar.
sábado, 31 de dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
À dois, quando não se está mais só
Discordariamos quanto ao que fazer no jantar. Eu pediria para passar no mercado e trazer coisas saudáveis, você traria somente besteiras. Nos filmes assistidos à noite embaixo das cobertas, você torceria para o zumbi, enquanto eu me escondenderia em seus braços. Eu torceria para ficarem juntos no final, enquanto você deitaria no meu colo. Quanto aos cômodos, no momento em que eu falara quero uns 10! você comentava: quero só um quarto, uma cama e nós. Aí então eu te amaria mais ainda. E nos amávamos e amávamos, todas as noites. E as manhãs. E as tardes. E sempre.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Então é Natal

Acho essa a melhor época do ano. Tudo bem que depois de um tempo a gente acaba descobrindo que Papai Noel não existe, mas poxa, durante toda a tua infância você se apegou a isso, e querendo ou não adorava chegar essa época do ano para ganhar os presentes. Acredito ser uma das melhores datas comemorativas, não só por ser entregues presentes, ter amigo secreto, panetones, enfeites e árvores de Natal, mas principalmente porque é passado com a família. Por mais que seus pais não estejam mais aqui ou estão longe, você nunca passa sozinho, sempre passa ao lado de alguém, seja marido, esposa, filhos e até mesmo os amigos que são a família que permitimos escolher. Mesmo a gente sabendo que toda aquela história do Pólo Norte, da barba, das renas, chaminés, que tudo isso não passou de uma brincadeira, cá entre nós, era a melhor brincadeira de quando éramos crianças, a melhor mentirinha que alguém podia nos contar. Deixe que a alegria, o sorriso de quando você era pequenininho, as palavras doces, a ingenuidade de uma criança, deixe tudo isso voltar em você. E um FELIZ NATAL.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só...
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
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