Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. C.L.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Queria saber;

E onde foram parar os beijos delicados, as mãos juntas e os sentimentos igualados?
Época essa em que modismos tomaram conta, hoje nem vemos casais abraçados andando pelas calçadas rindo à toa, vemos a cada esquina alguém se desvalorizando e se tornando mais fútil. Onde foram parar os beijos nas mãos, e na testa alguém sabe? O respeito e o companheirismo que existiam entre um homem e uma mulher, alguém sabe para onde foi? E sem contar as flores nas manhãs de feriado, e os bilhetinhos românticos então. O brilho na boca e o sorriso no olhar deveria ser a principal coisa para se notar em alguém. Aquele olhar prolongado e aquele silêncio gritando; ah que saudades que dá! E quer saber desejo dor para todo mundo. Dor no rosto de tanto rir, dor na barriga de tanto gargalhar, dor nos olhos de tanto apreciar, dor na boca de tanto se expressar, dor nos braços de tanto abraçar, e principalmente dor no coração de tanto amar. Desejo um medo imenso. Medo do medo, medo de não estar certo, medo de não recomeçar, medo das coisas ruins, medo de não querer tentar! Que a distância esteja cada vez mais presente. A distância de coisas que não fazem bem, distância de coisas que machucam, distância de palavras que machucam, distância de pessoas que machucam, distância da distância. Então, pensa você mesmo. Que valor você quer ter?

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